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Como a Música Clássica Está Sendo Adaptada ao Século XXI?

Em meio a um panorama cultural em constante evolução, o desafio de manter a relevância da música clássica no século XXI apresenta-se como um ponto de inflexão para artistas e acadêmicos. Como podem os compositores clássicos contemporâneos honrar a tradição enquanto se alinham às expectativas de um público moderno? Será que a fusão com elementos da música popular e experimental é a chave para a perpetuação dessa arte milenar?

A intersecção entre a música erudita e popular suscita debates acalorados: será que todos os gêneros da música popular carecem de valor artístico, ou há peças que transcendem essa barreira? No Brasil, exemplos como Heitor Villa-Lobos e Guerra-Peixe evidenciam a rica tapeçaria cultural criada pela inspiração folclórica em obras eruditas. Mas quais são as consequências dessa aproximação para a complexidade estrutural da música clássica, e como a introdução de

Adaptação da Música Clássica no Século XXI

  • A música clássica está em constante evolução para se manter pertinente e atrair novas audiências no século XXI.
  • Compositores contemporâneos estão mesclando técnicas tradicionais com elementos de gêneros populares e experimentais.
  • Existe um debate contínuo sobre a intersecção entre música erudita e popular, com opiniões divididas sobre o valor artístico dos diferentes estilos.
  • Influências de músicas populares e folclóricas são utilizadas por compositores eruditos como fonte de inspiração.
  • Artistas de música popular também têm explorado o campo da música clássica, contribuindo com obras sinfônicas e outras composições.
  • Embora a música clássica normalmente exiba uma complexidade estrutural maior, a música popular pode apresentar complexidades distintas, especialmente em gêneros como o jazz.
  • O repertório de instrumentos na música clássica tem se expandido para incluir instrumentos elétricos, eletrônicos e de outras culturas.
  • A educação musical clássica é valorizada por muitas famílias por seus benefícios educacionais, sociais e culturais, incentivando as novas gerações a se envolver com esse gênero.

A música clássica está sendo adaptada ao século XXI de diversas maneiras, buscando se atualizar e alcançar um novo público. Compositores contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais, incorporando elementos da música popular e experimental em suas obras. Além disso, a relação entre a música erudita e a música popular tem sido alvo de discussões, com alguns compositores eruditos utilizando a música popular e folclórica como fonte de inspiração. Os instrumentos utilizados na execução das obras também têm passado por mudanças, com a introdução de instrumentos elétricos e eletrônicos. Essas adaptações mostram que a música clássica continua evoluindo e se reinventando para se manter relevante no século XXI.

A Reinvenção da Música Clássica na Era Digital

Em meio ao turbilhão tecnológico e cultural que caracteriza o século XXI, a música clássica, com suas raízes fincadas em séculos de tradição, enfrenta o desafio de se manter relevante e acessível. A transição para o ambiente digital, acelerada por eventos globais sem precedentes como a pandemia do coronavírus, tem sido um vetor crucial nessa adaptação. Instituições renomadas, outrora bastiões da performance ao vivo, viram-se compelidas a explorar novas avenidas de comunicação com seu público.

Expansão Virtual e Engajamento Online

A necessidade de distanciamento social impôs uma pausa nas apresentações ao vivo, levando orquestras e operas a se aventurarem pelo ciberespaço. Projetos virtuais emergiram, não apenas replicando repertórios clássicos em formatos digitais, mas também incorporando conteúdos pedagógicos e debates sobre questões contemporâneas. O resultado foi um engajamento surpreendente, com milhões de espectadores assistindo a concertos online. Essa migração não apenas manteve as instituições musicais à tona durante um período crítico mas também revelou um público potencialmente vasto e diversificado.

A democratização do acesso à música clássica através da internet tem sido uma revelação significativa. Pesquisas indicam que muitos dos espectadores virtuais nunca haviam cruzado as portas de uma sala de concertos, apontando para a existência de barreiras — sejam elas geográficas, econômicas ou culturais — que agora começam a ser desmanteladas. Além disso, o interesse crescente dos jovens pela música clássica sugere que a conexão digital pode ser o elo perdido entre as gerações e as obras-primas do passado.

Desafios e Oportunidades para Instituições Culturais

O futuro da música clássica no século XXI será indubitavelmente moldado pela capacidade das instituições culturais de se adaptarem às novas dinâmicas sociais. A sustentabilidade financeira permanece como um desafio premente, especialmente diante da perda de receitas provenientes das apresentações ao vivo. No entanto, a disposição do público em apoiar essas instituições durante tempos difíceis sinaliza uma oportunidade para desenvolver modelos de financiamento participativo e parcerias estratégicas.

Para garantir sua relevância futura, é imperativo que as organizações musicais estejam abertas a todos os tipos de público. Isso implica em tratar seus funcionários com justiça, atrair audiências mais jovens, estar atentas às comunidades locais e abraçar vozes diversas. A música clássica deve transcender seu legado histórico e se afirmar como uma arte viva e respiratória, capaz de dialogar com os dilemas e aspirações do mundo contemporâneo.

Em suma, a música clássica está sendo habilmente transposta para o palco digital do século XXI. Ao fazer isso, não só preserva sua essência artística mas também se reinventa para tocar o coração e a mente de um público global cada vez mais conectado e sedento por experiências culturais enriquecedoras.

Compositores clássicos contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais, incorporando elementos da música popular e experimental em suas obras.

A música clássica, frequentemente vista como um bastião da tradição e da preservação do legado cultural, está, no século XXI, passando por uma transformação significativa. Compositores contemporâneos estão desafiando os paradigmas estabelecidos, buscando inspiração em fontes inusitadas e abraçando a diversidade de gêneros musicais. Esta abordagem tem resultado em obras que refletem uma complexidade tanto na forma quanto no conteúdo, estendendo as fronteiras do que é tradicionalmente conhecido como música clássica.

A fusão de gêneros, um fenômeno marcante na música atual, é um dos aspectos mais notáveis desta evolução. Compositores como Nico Cartosio têm demonstrado uma habilidade ímpar em tecer elementos do jazz, do rock e até da música eletrônica nas estruturas da música clássica. Através dessa alquimia sonora, eles criam peças que são simultaneamente familiares e surpreendentes, preservando a complexidade harmônica e contrapontística da tradição clássica enquanto injetam frescor com ritmos e harmonias contemporâneas.

Influências Multiculturais

Além da incorporação de diferentes gêneros musicais, há também uma crescente influência de culturas diversas nas composições modernas. O diálogo intercultural enriquece o repertório com novas escalas, modos e ritmos, expandindo o vocabulário musical dos compositores. Esta abertura para o mundo não apenas aumenta a relevância da música clássica contemporânea mas também atrai um público mais amplo e diversificado.

Colaborações Interdisciplinares

Outro aspecto relevante é o aumento das colaborações interdisciplinares. Músicos clássicos contemporâneos frequentemente trabalham ao lado de artistas de outras áreas, como dança, cinema e artes visuais. Essa interação propicia a criação de obras que são multidimensionais e que muitas vezes transcendem a experiência puramente auditiva para se tornarem espetáculos multimídia envolventes.

A tecnologia também desempenha um papel crucial na evolução da música clássica. A utilização de softwares de composição e síntese sonora permite aos compositores explorar texturas e timbres antes inatingíveis. Além disso, a internet facilita a disseminação dessas obras inovadoras, permitindo que alcancem uma audiência global sem precedentes.

Desafios e Perplexidades

No entanto, essa busca por inovação não está isenta de desafios. A perplexidade inerente à fusão de estilos distintos pode resultar em obras cuja complexidade demanda do ouvinte uma atenção mais aguçada e uma maior abertura para novas experiências auditivas. Ao mesmo tempo, a explosividade expressiva dessas composições – com variações dinâmicas que vão desde o íntimo ao grandioso – reflete a amplitude emocional do ser humano no século XXI.

Em síntese, os compositores clássicos contemporâneos estão redefinindo o panorama musical através de uma abordagem que honra o passado enquanto olha corajosamente para o futuro. Suas obras são testemunhos de um tempo em constante mudança e servem como pontes entre diferentes épocas, culturas e públicos. A música clássica do século XXI é uma tapeçaria vibrante que continua a se expandir com cada nova nota composta.

A relação entre a música erudita e a música popular tem sido alvo de discussões, com alguns argumentando que certos gêneros da música popular não são considerados arte, enquanto outros reconhecem o valor artístico de várias peças musicais populares.

A música clássica, tradicionalmente vista como um bastião da cultura “alta”, enfrenta desafios e oportunidades únicas na contemporaneidade. A noção de que gêneros populares carecem de valor artístico é confrontada por uma crescente apreciação das complexidades e nuances que estilos como o jazz, o pop e até mesmo o sertanejo podem apresentar. No século XXI, a permeabilidade entre os gêneros musicais tem se intensificado, com artistas clássicos incorporando influências populares em suas composições e performances, criando um diálogo enriquecedor entre as formas consideradas eruditas e aquelas rotuladas como populares.

Essa fusão não é um fenômeno recente; ao longo da história, compositores como Mozart e Beethoven já haviam inserido elementos da música folclórica em suas obras. No entanto, a atualidade traz consigo uma explosão de hibridizações que desafiam as fronteiras tradicionais. Instituições de ensino renomadas, a exemplo da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, têm reconhecido o valor inestimável da música popular, integrando-a aos currículos e práticas pedagógicas. Isso reflete uma mudança paradigmática na forma como a música é compreendida e ensinada, ressaltando a importância de se manter relevante e acessível em um mundo cada vez mais interconectado e diversificado musicalmente.

A Intersecção entre Tradição e Modernidade na Composição Erudita

A música clássica, frequentemente vista como um bastião da tradição e da alta cultura, está passando por uma transformação significativa no século XXI. Compositores contemporâneos, seguindo os passos de ícones brasileiros como Heitor Villa-Lobos e Guerra-Peixe, estão cada vez mais se voltando para a riqueza da música popular e folclórica como uma fonte inesgotável de inspiração. Esta abordagem tem resultado em obras que desafiam as fronteiras entre os gêneros musicais, introduzindo uma nova dinâmica na esfera erudita.

A fusão de elementos populares na música clássica não é um fenômeno exclusivamente brasileiro; é uma tendência global que reflete um desejo de diálogo com a cultura contemporânea. Ao incorporar ritmos, melodias e instrumentações típicas da música popular em suas composições, os compositores estão criando um repertório que é ao mesmo tempo familiar e inovador. Essa estratégia não somente enriquece o léxico musical erudito, mas também serve como um veículo para a expressão da identidade cultural de um povo.

O Legado de Villa-Lobos e Guerra-Peixe

Heitor Villa-Lobos e Guerra-Peixe são exemplos paradigmáticos dessa tendência no Brasil. Villa-Lobos, em particular, é reconhecido por sua habilidade em entrelaçar os sons autênticos do Brasil com técnicas composicionais avançadas. Suas obras são testemunhos da capacidade de a música clássica absorver e refletir a diversidade cultural do país. Guerra-Peixe, por sua vez, também trouxe para o cenário erudito uma mistura de elementos tradicionais e contemporâneos, reiterando a relevância de tais influências na perpetuação da cultura musical nacional.

Preservação Cultural através da Música

A adoção de referências populares e folclóricas na música erudita desempenha um papel crucial na preservação dessas tradições. Ao serem imortalizadas em composições clássicas, essas manifestações culturais ganham uma nova vida, podendo ser apreciadas por públicos que talvez nunca tivessem acesso a elas em suas formas originais. Dessa forma, a música clássica torna-se um arquivo vivo, documentando e valorizando a riqueza das expressões culturais de uma nação.

A combinação entre o antigo e o novo, o tradicional e o moderno, cria uma tapeçaria sonora única que caracteriza a música clássica do século XXI. Ao abraçar a perplexidade e a explosividade nas suas composições, os compositores atuais estão redefinindo o que significa ser clássico em um mundo em constante mudança.

Por outro lado, também há casos de artistas populares que transitaram para a música clássica, como Tom Jobim, que compôs sinfonias.

A transição de artistas consagrados no âmbito popular para a esfera da música clássica é um fenômeno que desafia as barreiras entre gêneros e demonstra a fluidez da criatividade musical. Tom Jobim, por exemplo, é um caso emblemático de um músico cujas raízes na música popular brasileira se entrelaçam com uma profunda admiração e influência da música clássica. Sua formação erudita permitiu-lhe compor obras que extrapolam o espectro da Bossa Nova, alcançando a complexidade das composições sinfônicas. A obra “Sinfonia da Alvorada”, encomendada para a inauguração de Brasília, é um testemunho da sua capacidade de criar peças que dialogam com as tradições clássicas, incorporando elementos nacionais ao mesmo tempo em que reverbera influências de mestres como Villa-Lobos e Radamés Gnattali.

A adaptação da música clássica ao século XXI pela mão de artistas como Jobim representa uma renovação do gênero, mostrando que a música erudita pode absorver e refletir as mudanças culturais e sociais contemporâneas. Apesar de suas sinfonias terem sido pouco executadas durante sua vida, a redescoberta dessas obras nos tempos atuais evidencia uma crescente apreciação por composições que cruzam fronteiras estilísticas. O legado de Jobim ilustra como a música clássica pode ser reinterpretada e revitalizada, mantendo-se relevante e acessível às novas gerações de ouvintes e músicos que buscam na tradição uma fonte de inspiração para inovação.

Em meio a beats eletrônicos e samples modernos, a música clássica está se reinventando! Compositores do século XXI estão explorando novas tecnologias e colaborações inusitadas, trazendo uma nova onda de entusiastas que apreciam a tradição com um toque de inovação.

1. Quais são as principais formas de adaptação da música clássica ao século XXI?


R: A música clássica está passando por diversas transformações e adaptações no século XXI. Uma das principais formas de adaptação é a incorporação de elementos eletrônicos na música clássica, como o uso de sintetizadores e instrumentos digitais.

2. Como a música clássica está sendo reinventada na era digital?


R: A transição para o ambiente digital tem sido uma das principais maneiras de reinventar a música clássica. Orquestras e operas estão se aventurando pelo ciberespaço, oferecendo concertos online e projetos virtuais que não apenas replicam repertórios clássicos, mas também incorporam conteúdos pedagógicos e debates sobre questões contemporâneas.

3. Qual é a importância da expansão virtual e do engajamento online na música clássica?


R: A expansão virtual e o engajamento online têm sido essenciais para manter as instituições musicais à tona durante um período crítico, como a pandemia do coronavírus. Além disso, essa migração para o ambiente digital revelou um público potencialmente vasto e diversificado, democratizando o acesso à música clássica.

4. Quais são os desafios enfrentados pelas instituições culturais na adaptação da música clássica?


R: Um dos desafios enfrentados pelas instituições culturais é a sustentabilidade financeira, especialmente diante da perda de receitas provenientes das apresentações ao vivo. No entanto, a disposição do público em apoiar essas instituições durante tempos difíceis sinaliza uma oportunidade para desenvolver modelos de financiamento participativo e parcerias estratégicas.

5. Como garantir a relevância futura da música clássica?


R: Para garantir sua relevância futura, é imperativo que as organizações musicais estejam abertas a todos os tipos de público. Isso implica em tratar seus funcionários com justiça, atrair audiências mais jovens, estar atentas às comunidades locais e abraçar vozes diversas. A música clássica deve transcender seu legado histórico e se afirmar como uma arte viva e respiratória, capaz de dialogar com os dilemas e aspirações do mundo contemporâneo.

6. Como os compositores contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais na música clássica?


R: Os compositores contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais na música clássica, incorporando elementos eletrônicos, experimentando com novas formas de composição e combinando-a com outros gêneros musicais, como jazz, rock e música eletrônica. Essas explorações resultam em obras mais complexas e inovadoras.

7. Quais são os benefícios da fusão entre música erudita e música popular?


R: A fusão entre música erudita e música popular permite uma maior diversificação do repertório musical e uma maior conexão com diferentes públicos. Além disso, essa fusão cria um diálogo enriquecedor entre as formas consideradas eruditas e aquelas rotuladas como populares, expandindo os horizontes musicais e estimulando a criatividade dos compositores.

8. Como artistas populares estão transitando para a música clássica?


R: Alguns artistas populares estão transitando para a música clássica através da incorporação de elementos eruditos em suas composições ou performances. Essa transição desafia as barreiras entre gêneros musicais e demonstra a fluidez da criatividade musical, permitindo aos artistas explorarem novas possibilidades sonoras.

9. Qual é o papel da tecnologia na evolução da música clássica?


R: A tecnologia desempenha um papel crucial na evolução da música clássica. O uso de softwares de composição e síntese sonora permite aos compositores explorar texturas e timbres antes inatingíveis. Além disso, a internet facilita a disseminação dessas obras inovadoras, permitindo que alcancem uma audiência global sem precedentes.

10. Quais são os desafios enfrentados pelos ouvintes ao se adaptarem à música clássica contemporânea?


R: A música clássica contemporânea pode apresentar uma complexidade que demanda do ouvinte uma atenção mais aguçada e uma maior abertura para novas experiências auditivas. Obras que mesclam diferentes estilos musicais podem exigir uma compreensão mais ampla do vocabulário musical, desafiando os ouvintes a expandirem seus horizontes musicais.

11. Como a música clássica contemporânea preserva as tradições culturais?


R: A adoção de referências populares e folclóricas na música clássica contemporânea desempenha um papel crucial na preservação dessas tradições culturais. Ao serem imortalizadas em composições eruditas, essas manifestações culturais ganham uma nova vida e podem ser apreciadas por públicos que talvez nunca tivessem acesso a elas em suas formas originais.

12. Qual é o impacto da fusão entre gêneros musicais na música clássica contemporânea?


R: A fusão entre gêneros musicais na música clássica contemporânea cria um repertório que é simultaneamente familiar e surpreendente. Essa fusão enriquece o léxico musical erudito, preservando a complexidade harmônica e contrapontística da tradição clássica enquanto injeta frescor com ritmos e harmonias contemporâneas.

13. Quais são as vantagens das colaborações interdisciplinares na música clássica contemporânea?


R: As colaborações interdisciplinares na música clássica contemporânea permitem que músicos trabalhem ao lado de artistas de outras áreas, como dança, cinema e artes visuais. Essa interação propicia a criação de obras multidimensionais que transcendem a experiência puramente auditiva, resultando em espetáculos multimídia envolventes.

14. Como a adaptação da música clássica ao século XXI contribui para sua relevância futura?


R: A adaptação da música clássica ao século XXI torna-a mais acessível e relevante para as novas gerações de ouvintes e músicos. Ao abraçar as mudanças culturais e sociais contemporâneas, os compositores estão redefinindo o que significa ser clássico, mantendo viva uma tradição musical que continua a se expandir com cada nova nota composta.

15. Como as adaptações da música clássica ao século XXI impactam o público globalmente conectado?


R: As adaptações da música clássica ao século XXI têm alcançado um público globalmente conectado através da internet. Essa conexão permite que obras inovadoras alcancem um público mais amplo do que nunca antes, transcendendo barreiras geográficas e culturais. Essa expansão do público demonstra o potencial da música clássica para dialogar com pessoas de diferentes origens culturais e enriquecer suas experiências musicais.

  • A música clássica está passando por diversas adaptações e transformações no século XXI.
  • Compositores contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais.
  • Elementos eletrônicos estão sendo incorporados na música clássica.
  • Há uma maior experimentação com formas musicais e estruturas.
  • A música clássica está sendo combinada com outros gêneros musicais, como jazz, rock e música eletrônica.
  • As apresentações ao vivo estão se tornando mais interativas, com o uso de tecnologia para criar experiências imersivas para o público.
  • A música clássica está sendo adaptada para o ambiente digital, com projetos virtuais e concertos online.
  • A democratização do acesso à música clássica através da internet está quebrando barreiras geográficas, econômicas e culturais.
  • A música clássica contemporânea reflete os dilemas e aspirações do mundo contemporâneo.
  • Compositores clássicos contemporâneos estão redefinindo o panorama musical, honrando o passado enquanto olham corajosamente para o futuro.

Expansão Virtual e Engajamento Online A democratização do acesso à música clássica através da internet tem sido uma revelação significativa.
Desafios e Oportunidades para Instituições Culturais A sustentabilidade financeira permanece como um desafio premente.
Compositores clássicos contemporâneos estão explorando novas técnicas e estilos musicais. A fusão de gêneros é um dos aspectos mais notáveis desta evolução.
Influências Multiculturais Além da incorporação de diferentes gêneros musicais, há também uma crescente influência de culturas diversas nas composições modernas.
Colaborações Interdisciplinares Músicos clássicos contemporâneos frequentemente trabalham ao lado de artistas de outras áreas, como dança, cinema e artes visuais.
A Intersecção entre Tradição e Modernidade na Composição Erudita A fusão de elementos populares na música clássica não é um fenômeno exclusivamente brasileiro.
O Legado de Villa-Lobos e Guerra-Peixe Heitor Villa-Lobos e Guerra-Peixe são exemplos paradigmáticos dessa tendência no Brasil.
Preservação Cultural através da Música A adoção de referências populares e folclóricas na música erudita desempenha um papel crucial na preservação dessas tradições.
Por outro lado, também há casos de artistas populares que transitaram para a música clássica. A transição de artistas consagrados no âmbito popular para a esfera da música clássica é um fenômeno que desafia as barreiras entre gêneros.

A Reinvenção da Música Clássica na Era Digital

- Música clássica: gênero musical que tem suas raízes em séculos de tradição e é caracterizado por sua complexidade e sofisticação.
- Era digital: período atual marcado pelo avanço tecnológico e pela influência da internet e das redes sociais.
- Transição para o ambiente digital: adaptação da música clássica ao meio digital, utilizando recursos tecnológicos para alcançar o público.
- Eventos globais sem precedentes: acontecimentos mundiais, como a pandemia do coronavírus, que aceleraram a migração da música clássica para o ambiente digital.
- Instituições renomadas: organizações de prestígio no campo da música clássica, como orquestras e operas.
- Avenidas de comunicação: novas formas de se conectar com o público, como transmissões ao vivo, projetos virtuais e conteúdos pedagógicos.
- Engajamento online: envolvimento do público através de plataformas digitais, como redes sociais e sites de streaming.
- Democratização do acesso à música clássica: tornar a música clássica mais acessível a um público diversificado, superando barreiras geográficas, econômicas e culturais.
- Relevância futura: importância de se adaptar às novas dinâmicas sociais para garantir a sobrevivência da música clássica no século XXI.
- Sustentabilidade financeira: desafio de manter as instituições musicais financeiramente viáveis diante da perda de receitas provenientes das apresentações ao vivo.
- Financiamento participativo: modelo de financiamento que envolve o apoio direto do público para sustentar as instituições culturais.
- Parcerias estratégicas: colaborações entre instituições musicais e outras organizações para fortalecer a sustentabilidade financeira.
- Abertura a todos os tipos de público: inclusão e diversidade como princípios fundamentais para garantir a relevância da música clássica no século XXI.

A Influência da Tecnologia na Disseminação da Música Clássica


No contexto da adaptação da música clássica ao século XXI, é impossível ignorar o papel crucial da tecnologia na disseminação e revitalização deste gênero musical. As plataformas de streaming e as redes sociais têm desempenhado um papel significativo em tornar a música clássica mais acessível a públicos diversos e globalizados. O uso de algoritmos para recomendar peças clássicas baseadas nas preferências do ouvinte e a presença de artistas clássicos em ambientes digitais são exemplos de como a tecnologia está democratizando o acesso à música de concerto. Além disso, a realidade virtual e experiências imersivas estão sendo exploradas para oferecer aos apreciadores novas formas de vivenciar as obras-primas da música clássica, potencializando a sua relevância na era digital.

A Educação Musical e a Formação de Novos Talentos


Outro aspecto importante na perpetuação da música clássica no século XXI é o investimento na educação musical e na formação de novos talentos. Instituições de ensino ao redor do mundo estão inovando em suas metodologias para atrair e formar jovens músicos que possam dar continuidade à tradição clássica. A interdisciplinaridade, que envolve a integração da música com outras áreas do conhecimento, e o incentivo à composição contemporânea, que dialoga com questões atuais, são fundamentais para manter a música clássica relevante e vibrante. Essas iniciativas educacionais não apenas preparam os músicos para o futuro da indústria musical, mas também garantem que o repertório clássico continue sendo reinterpretado e apreciado pelas novas gerações.

Fontes

ULHOA, Martha Tupinambá de. _O som e o sentido: uma outra história das músicas_. Disponível em: http://lanic.utexas.edu/project/etext/llilas/vrp/ulhoa.pdf. Acesso em: data de acesso.

FACULDADES ASSOCIADAS DE ENSINO - FAE. _Caderno de TCC do Curso de Graduação_. Disponível em: https://memorialtcccadernograduacao.fae.edu/cadernotcc/article/download/297/175. Acesso em: data de acesso.

UNIVERSITAT DE BARCELONA. _Tese de doutorado em Ciências Musicais_. Disponível em: https://diposit.ub.edu/dspace/bitstream/2445/138778/1/CMPSB_TESE.pdf. Acesso em: data de acesso.

CONNECTICUT COLLEGE. _Teatro espanhol: ensaios sobre a ação do século de ouro_. Disponível em: https://digitalcommons.conncoll.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1266&context=teatro. Acesso em: data de acesso.

UNIVERSIDADE DE GIRONA. _Cultura e Educação: Políticas Públicas e Gestão_. Disponível em: https://www.udg.edu/ca/portals/57/unesco_politiques/pdf/cultura_e_educacao.pdf?ver=2019-09-23-093206-373. Acesso em: data de acesso.