No coração pulsante das metrópoles, o **graffiti** emerge como um vértice de arte e insurreição. Mas, como essa manifestação urbana transcendeu o puro ato de vandalismo para se tornar uma ferramenta potente de **protesto social**? Será que as paredes das cidades falam mais do que podemos ouvir? A Trupepe de Histórias desvela os meandros dessa expressão que, outrora marginalizada, hoje é o grito das ruas contra as mazelas sociais.
Artistas munidos de latas e coragem utilizam suas criações para denunciar a **gentrificação**, a desigualdade e dar voz às minorias. Os murais se transformam em palimpsestos de resistência, em que cada traço é um manifesto. Mas, quais são as histórias por trás desses imponentes murais urbanos que desafiam o **status quo**? Convidamos você a adentrar este universo onde cor e contestação se fundem para revelar as facetas ocultas de nossa sociedade
Resumo: O Graffiti Como Ferramenta de Protesto Social
- O graffiti surge como uma expressão artística nas ruas, nascendo de um contexto de protesto e expressão popular.
- Essa forma de arte tem sido empregada para denunciar injustiças, desigualdades e outros problemas sociais.
- As cidades são palcos para os grafiteiros, que usam muros e edifícios como meios para transmitir mensagens poderosas.
- Grafiteiros dão voz a comunidades marginalizadas e minorias, utilizando a arte para expressar opiniões e reivindicar espaços.
- O graffiti também age como instrumento de resistência à gentrificação, defendendo os direitos dos residentes originais.
- Em áreas impactadas pela gentrificação, murais de graffiti enfatizam a preservação cultural e a inclusão social.
- Trabalhos artísticos podem incluir representações de figuras históricas e símbolos culturais, simbolizando a luta contra mudanças forçadas.
- Continuando seu papel contestador, o graffiti como protesto social estimula reflexões e aumenta a conscientização sobre temas cruciais da sociedade.
O graffiti é uma forma de arte urbana que se originou como uma forma de protesto e expressão nas ruas das cidades. Ao longo dos anos, o graffiti tem sido utilizado como uma maneira de denunciar injustiças sociais, desigualdades e problemas urbanos. Os grafiteiros utilizam as paredes e prédios das cidades como telas para transmitir suas mensagens, criando imagens e letras impactantes. Além disso, o graffiti pode ser uma forma de dar voz às comunidades marginalizadas e minorias étnicas, permitindo que elas expressem suas opiniões e reivindiquem seu espaço na sociedade. O graffiti como protesto social continua a desafiar as normas e questionar o status quo, trazendo à tona questões importantes e promovendo a conscientização sobre questões sociais.
O Grafite como Megafone das Vozes Marginalizadas
Desde as suas origens nas periferias pulsantes de Nova Iorque, o grafite emergiu como um potente instrumento de contestação social. As paredes cinzentas das metrópoles, outrora meros divisores de espaços, transformaram-se em telas vibrantes onde a arte clama por justiça. Artistas como Jean-Michel Basquiat utilizaram seus sprays e pincéis para esculpir narrativas visuais que desafiavam os cânones da cultura dominante, insuflando nas veias da cidade um diálogo fervoroso sobre desigualdade, racismo e direitos civis.
A explosividade do grafite enquanto forma de protesto não se limita à sua estética impactante; ela reside também na capacidade de sintetizar, em traços e cores, o clamor de comunidades frequentemente silenciadas. No Brasil, artistas como Os Gêmeos e Eduardo Kobra transpõem para os muros mensagens que reverberam as lutas e aspirações de um povo, criando uma tapeçaria urbana que reflete as complexidades e as idiossincrasias do tecido social brasileiro. O grafite, portanto, não é apenas um fenômeno estético; é uma ferramenta de empoderamento e uma voz na construção de identidades coletivas.
A Diversidade de Estilos e Técnicas no Protesto Grafitado
Não é somente o conteúdo das obras que carrega a pujança do protesto; a diversidade de estilos e técnicas empregadas pelos grafiteiros também é um veículo de expressão poderoso. O wild style, com suas letras entrelaçadas e cores vibrantes, pode ser interpretado como um símbolo da complexidade das questões sociais abordadas. Enquanto isso, o 3D style salta aos olhos do observador, forçando-o a confrontar a realidade tridimensional dos problemas retratados.
Os materiais utilizados são igualmente significativos na narrativa do grafite como forma de protesto. A escolha de tintas em spray e látex, muitas vezes aplicadas com o auxílio de máscaras de proteção e luvas, reflete uma metodologia que é tanto prática quanto simbólica. Os artistas equipam-se para não apenas criar suas obras, mas também para proteger-se dos ambientes muitas vezes hostis onde suas vozes precisam ser ouvidas. Assim, o grafite transcende sua função estética para tornar-se um manifesto tangível da resistência cultural e social nas paisagens urbanas.
A Expressão de Inconformismos e Anseios Sociais Através do Grafite
O grafite, em sua essência, é uma manifestação artística intrinsecamente ligada ao cerne pulsante das metrópoles. Com suas raízes fincadas na necessidade de expressão das camadas mais marginalizadas da sociedade, essa forma de arte urbana transcende a mera estética para se firmar como um potente canal de protesto social. Os muros, antes cinzentos e inexpressivos, tornam-se palimpsestos de descontentamento e esperança, onde cada traço de tinta reflete um grito silenciado pelas estruturas opressoras.
Os Temas Recorrentes no Panorama Social
A análise dos temas abordados pelos artistas de rua revela um espectro temático diversificado, porém convergente nos ideais de justiça e equidade. Protesto, sofrimento e inconformismo são frequentemente entrelaçados nas composições visuais que adornam os espaços urbanos, funcionando como um espelho das tensões sociais vigentes. A ludicidade, identidade e sociabilidade também emergem como elementos fundamentais, construindo uma narrativa que ressoa com a vivência coletiva dos habitantes da cidade.
Transformação Urbana e Reivindicação de Espaços
O grafite não se limita a ser uma ferramenta de denúncia; ele é também um mecanismo de transformação do espaço público. Projetos como o “Arte na Rua” em Niterói ilustram a capacidade desta arte de revitalizar áreas negligenciadas, incentivando a ocupação e o pertencimento comunitário. Em uma dialética visual, o grafite repagina o urbano deteriorado e injeta vitalidade em locais abandonados pelas administrações públicas.
Desafios e Perseverança dos Artistas
Apesar dos desafios enfrentados — como a falta de recursos e a efemeridade inerente à arte de rua — os artistas persistem em seu compromisso com a cidade e seus cidadãos. A transitoriedade do grafite reflete a constante evolução das questões sociais, permitindo que novas vozes se levantem e novas mensagens sejam inscritas nas paredes da história urbana. Assim, o grafite mantém-se como um pilar fundamental na construção de diálogos críticos e na busca incessante por uma sociedade mais justa e igualitária.
Os grafiteiros utilizam as paredes e prédios das cidades como telas para transmitir suas mensagens, criando imagens e letras impactantes
Em meio ao caos urbano e à efervescência cultural das metrópoles, o graffiti emerge como um poderoso instrumento de protesto social. Artistas urbanos, armados com latas de spray e uma visão crítica da realidade, convertem as superfícies cinzentas das cidades em manifestos visuais carregados de significado. Através de técnicas variadas e um estilo inconfundível, esses arautos da contemporaneidade desafiam o status quo, questionando políticas públicas e expondo desigualdades sociais com uma eloquência que transcende a verbalização.
A arte do graffiti, outrora marginalizada e relegada à clandestinidade, agora ascende como um mecanismo legítimo de expressão e contestação. As criações dos grafiteiros não se limitam a meros adornos estéticos; elas são declarações que interpelam os transeuntes, fomentando a reflexão e o diálogo sobre temas espinhosos. As imagens que brotam nas paredes urbanas são frequentemente impregnadas de simbolismo e ironia, desafiando a indiferença habitual que permeia as relações na paisagem urbana.
A utilização do espaço público como tela para essas obras é emblemática. Ela subverte a lógica comercial que prioriza o uso do espaço urbano para publicidade e consumo, reivindicando-o como um lugar de comunicação livre e democrática. O graffiti, portanto, ressignifica o ambiente urbano, transformando-o em um fórum aberto onde vozes marginalizadas podem ser ouvidas e vistas.
Desafios Legais e a Busca por Reconhecimento
Apesar da crescente apreciação pelo valor artístico do graffiti, os artistas enfrentam ainda uma batalha árdua contra preconceitos e legislações restritivas. Muitos são rotulados como vândalos e transgressores da ordem pública. No entanto, é justamente nessa zona liminar entre legalidade e ilegalidade que o graffiti encontra sua força motriz como forma de protesto. Os grafiteiros desafiam as normativas vigentes ao mesmo tempo em que buscam espaços legítimos para a expressão de suas obras.
Transformação dos Espaços Urbanos
A intervenção dos grafiteiros nos espaços urbanos vai além do ato de pintar; ela é uma forma de reivindicar direitos e propor novas formas de convivência social. Ao colorir as paredes cinzentas, os artistas urbanos instigam uma reimaginação dos espaços públicos. Bairros antes negligenciados ganham vida nova, tornando-se galerias a céu aberto onde a arte é acessível a todos.
Em suma, o graffiti enquanto protesto social é uma prática que continua a evoluir e a surpreender. Sua capacidade de comunicar ideias complexas através da estética visual é inegável. Enquanto alguns ainda debatem seu valor, não há dúvida de que ele já deixou marcas indeléveis no tecido social das cidades contemporâneas.
O Impacto Social do Grafite como Instrumento de Protesto
Em meio aos cenários urbanos, o grafite emerge como uma poderosa ferramenta de protesto social, transmutando as paredes cinzentas das metrópoles em um vibrante diálogo visual. Não se trata meramente de uma expressão artística; é a manifestação da voz daqueles frequentemente silenciados pelas estruturas de poder dominantes.
A arte de rua, em sua essência, é um ato de reivindicação. Ao ocupar espaços públicos, os grafiteiros desafiam as normativas convencionais e impõem uma reflexão sobre questões prementes que afligem as comunidades marginalizadas e minorias étnicas. O grafite, portanto, torna-se um veículo para a exposição de desigualdades sociais e raciais, bem como um grito por justiça e igualdade.
A Arte que Transforma Realidades
Artistas como Mario Jorge, conhecido como MarioBands, utilizam o grafite tridimensional para não apenas embelezar, mas também para transformar realidades. Através de murais que homenageiam locais históricos e culturais, como o “Campo do Seu Zé”, esses artistas conseguem resgatar o sentimento de pertencimento e orgulho dentro das comunidades. É um ato de resistência cultural que fortalece a identidade coletiva e estimula a valorização das narrativas locais.
Interatividade e Engajamento Comunitário
O processo criativo do grafite muitas vezes envolve a interação direta com os moradores, o que permite uma troca rica de histórias e experiências. Essa dinâmica colaborativa entre artista e comunidade fomenta um senso de engajamento comunitário e ativa a consciência social. Ao participarem da criação artística, os residentes se veem representados e ouvidos, o que potencializa o impacto do grafite como instrumento de protesto.
O Grafite Como Convite à Reflexão
Além de ser um meio para a expressão da comunidade, o grafite convida passantes e turistas a refletirem sobre as realidades apresentadas nas obras. Ao capturar a atenção com sua estética inovadora e mensagens provocativas, ele propicia um momento de introspecção sobre as diversas facetas da sociedade. O resultado é uma conscientização ampliada sobre as lutas e conquistas dessas comunidades, promovendo uma maior compreensão e empatia entre diferentes esferas sociais.
Através dessas manifestações artísticas, o grafite se solidifica como uma linguagem universal de resistência, capaz de transcender barreiras culturais e sociais. Ele é um testemunho vivo das lutas travadas nas ruas, perpetuando as vozes daqueles que buscam transformar o mundo em um lugar mais justo e equânime para todos.
O Graffiti, uma explosão de cores e expressões nas ruas, tem se tornado uma poderosa ferramenta de manifestação social. Artistas usam muros como telas para provocar reflexões e dar voz às lutas por justiça e igualdade, transformando a arte em um grito por mudança.
1. Qual é a origem do graffiti como forma de protesto social?
O graffiti como forma de protesto social tem suas raízes nas periferias de Nova Iorque, onde artistas urbanos começaram a usar suas habilidades para desafiar as normas da cultura dominante e abordar questões sociais e políticas importantes.
2. Quais são as principais mensagens transmitidas pelo graffiti como protesto social?
O graffiti como protesto social aborda uma ampla gama de questões, como desigualdade, racismo, injustiça social e corrupção. Os artistas de rua usam suas obras para denunciar injustiças e amplificar as vozes marginalizadas na sociedade.
3. Como o graffiti dá voz às comunidades marginalizadas?
O graffiti permite que as comunidades marginalizadas se expressem visualmente e publicamente. Os artistas escolhem locais estratégicos, como paredes e prédios, para transmitir suas mensagens e chamar a atenção para problemas que afetam suas comunidades.
4. Quais são os diferentes estilos e técnicas utilizados no graffiti como protesto social?
O graffiti como protesto social apresenta uma variedade de estilos e técnicas, desde wild style com letras entrelaçadas e cores vibrantes até 3D style que cria uma sensação tridimensional. Os materiais utilizados, como tintas em spray e látex, também são significativos na narrativa do protesto.
5. Como o graffiti transforma o ambiente urbano?
O graffiti transforma o ambiente urbano ao repaginar espaços deteriorados e abandonados pelas administrações públicas. Ele revitaliza áreas negligenciadas e incentiva a ocupação comunitária, tornando-se uma forma de reivindicar espaços públicos para a expressão artística.
6. Quais são os desafios enfrentados pelos artistas de graffiti como protesto social?
Os artistas de graffiti enfrentam desafios como a falta de recursos e a efemeridade inerente à arte de rua. Além disso, eles também enfrentam preconceitos e legislações restritivas que os rotulam como vândalos. No entanto, esses desafios não impedem sua persistência em expressar suas mensagens de protesto.
7. Como o graffiti contribui para a transformação dos espaços urbanos?
O graffiti contribui para a transformação dos espaços urbanos ao reivindicar direitos e propor novas formas de convivência social. Ao colorir as paredes cinzentas, os grafiteiros estimulam uma reimaginação dos espaços públicos, tornando-os galerias a céu aberto acessíveis a todos.
8. Quais são os temas recorrentes no panorama social retratados pelo graffiti como protesto?
Os temas retratados pelo graffiti como protesto social são diversos, mas convergem nos ideais de justiça e equidade. Protesto, sofrimento, inconformismo, ludicidade, identidade e sociabilidade são alguns dos temas frequentemente abordados nas obras.
9. Como o grafite como protesto social promove o engajamento comunitário?
O grafite como protesto social promove o engajamento comunitário ao envolver os moradores no processo criativo. Essa dinâmica colaborativa fortalece o senso de pertencimento e ativa a consciência social das comunidades.
10. Qual é o impacto do grafite como instrumento de protesto na sociedade contemporânea?
O impacto do grafite como instrumento de protesto na sociedade contemporânea é significativo. Ele estimula a reflexão sobre questões sociais urgentes, amplia a conscientização sobre lutas e conquistas das comunidades marginalizadas e promove uma maior compreensão e empatia entre diferentes esferas sociais.
11. Como o grafite transcende sua função estética para se tornar um manifesto tangível da resistência cultural?
O grafite transcende sua função estética ao se tornar um manifesto tangível da resistência cultural através das mensagens transmitidas em suas obras. Ele desafia as estruturas opressoras e dá voz às comunidades silenciadas pela sociedade.
12. Qual é a importância do grafite como forma de expressão visual e pública?
O grafite como forma de expressão visual e pública é importante porque permite que as pessoas expressem suas opiniões de maneira impactante e acessível. Ele chama a atenção para problemas sociais e políticos, denuncia injustiças e amplifica vozes marginalizadas na sociedade.
13. Como o grafite desafia as normativas convencionais através da ocupação do espaço público?
O grafite desafia as normativas convencionais ao ocupar o espaço público para transmitir mensagens de protesto. Ele subverte a lógica comercial que prioriza o uso do espaço urbano para publicidade e consumo, reivindicando-o como um lugar de comunicação livre e democrática.
14. Como o grafite ressignifica o ambiente urbano através da transformação das paredes cinzentas em manifestos visuais?
O grafite ressignifica o ambiente urbano ao transformar paredes cinzentas em manifestos visuais carregados de significado. Ele torna-se um veículo para exposição de desigualdades sociais e raciais, além de um grito por justiça e igualdade.
15. Como o grafite mantém-se como um pilar fundamental na construção de diálogos críticos na busca por uma sociedade mais justa?
O grafite mantém-se como um pilar fundamental na construção de diálogos críticos na busca por uma sociedade mais justa porque continua a evoluir e surpreender com sua capacidade de comunicar ideias complexas através da estética visual. Suas mensagens deixam marcas indeléveis no tecido social das cidades contemporâneas, perpetuando as vozes daqueles que buscam transformar o mundo em um lugar mais justo e equânime para todos.
- O graffiti está sendo utilizado como uma forma de protesto social de várias maneiras.
- Artistas de rua estão usando suas habilidades para criar murais e obras de arte que abordam questões sociais e políticas importantes.
- Essas obras muitas vezes retratam injustiças, desigualdades e opressões que ocorrem na sociedade.
- O graffiti também é usado como uma forma de dar voz às comunidades marginalizadas.
- Os artistas utilizam as paredes e prédios das cidades como telas para transmitir suas mensagens, criando imagens e letras impactantes.
- O grafite é uma manifestação artística intrinsecamente ligada ao cerne pulsante das metrópoles.
- Os temas abordados pelos artistas de rua refletem ideais de justiça e equidade.
- O grafite não se limita a ser uma ferramenta de denúncia; ele é também um mecanismo de transformação do espaço público.
- Os artistas enfrentam desafios legais e buscam o reconhecimento de sua arte como forma legítima de expressão.
- A intervenção dos grafiteiros nos espaços urbanos vai além do ato de pintar; ela é uma forma de reivindicar direitos e propor novas formas de convivência social.
- O grafite enquanto protesto social é uma prática em constante evolução, capaz de comunicar ideias complexas através da estética visual.
| Informações Relevantes | Fonte |
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| O graffiti está sendo utilizado como uma forma de protesto social de várias maneiras. Artistas de rua estão usando suas habilidades para criar murais e obras de arte que abordam questões sociais e políticas importantes. Essas obras muitas vezes retratam injustiças, desigualdades e opressões que ocorrem na sociedade. | Fonte |
| Os grafiteiros utilizam as paredes e prédios das cidades como telas para transmitir suas mensagens, criando imagens e letras impactantes. O graffiti é usado para chamar a atenção para problemas como desigualdade, racismo, injustiça social e corrupção. | Fonte |
| A arte do graffiti é uma manifestação artística intrinsecamente ligada ao cerne pulsante das metrópoles. Essa forma de arte urbana transcende a mera estética para se firmar como um potente canal de protesto social. | Fonte |
| O grafite não se limita a ser uma ferramenta de denúncia; ele é também um mecanismo de transformação do espaço público. Projetos como o “Arte na Rua” em Niterói ilustram a capacidade desta arte de revitalizar áreas negligenciadas, incentivando a ocupação e o pertencimento comunitário. | Fonte |
| Apesar dos desafios enfrentados, os artistas persistem em seu compromisso com a cidade e seus cidadãos. A transitoriedade do grafite reflete a constante evolução das questões sociais, permitindo que novas vozes se levantem e novas mensagens sejam inscritas nas paredes da história urbana. | Fonte |
- Grafite: Arte urbana que utiliza paredes e prédios como telas para transmitir mensagens políticas, sociais e culturais.
- Protesto social: Manifestação contra injustiças, desigualdades e abusos de poder na sociedade.
- Diversidade de estilos: Variedade de técnicas e estilos utilizados pelos grafiteiros para expressar suas mensagens de protesto.
- Wild style: Estilo de grafite com letras entrelaçadas e cores vibrantes, simbolizando a complexidade das questões sociais abordadas.
- 3D style: Estilo de grafite que cria a ilusão de tridimensionalidade, forçando o observador a confrontar a realidade dos problemas retratados.
- Materiais utilizados: Tintas em spray e látex, aplicadas com máscaras de proteção e luvas, simbolizando a proteção dos artistas em ambientes hostis.
- Temas recorrentes: Problemas como desigualdade, racismo, injustiça social e corrupção frequentemente abordados nas obras de grafite como forma de protesto social.
- Transformação urbana: O grafite revitaliza áreas negligenciadas, incentivando a ocupação e o pertencimento comunitário.
- Desafios legais: Grafiteiros enfrentam preconceitos e legislações restritivas que os rotulam como vândalos, mas buscam espaços legítimos para expressão de suas obras.
- Impacto social: O grafite é uma forma de protesto que transcende a mera estética, promovendo diálogos críticos e buscando uma sociedade mais justa e igualitária.
- Transformação dos espaços urbanos: O grafite reivindica o espaço público como lugar de comunicação livre e democrática, transformando o ambiente urbano em um fórum aberto para vozes marginalizadas.
- Engajamento comunitário: O processo criativo do grafite envolve interação direta com os moradores, fortalecendo o senso de pertencimento e estimulando o engajamento comunitário.
- Convite à reflexão: O grafite convida passantes e turistas a refletirem sobre as realidades apresentadas nas obras, promovendo conscientização e empatia.
A Arte Urbana e a Reivindicação de Espaços Públicos
A manifestação artística do graffiti, em sua essência transgressora, não apenas vocaliza descontentamentos sociais, mas também reivindica a ocupação dos espaços urbanos. Ao se apropriar de muros, viadutos e fachadas, os artistas grafiteiros desafiam os limites impostos pelo poder público e pela propriedade privada, promovendo uma democratização visual da cidade. É um fenômeno que reflete a busca incessante por visibilidade em meio à selva de concreto, onde cada traço colorido se torna um grito por reconhecimento e pertencimento. A arte urbana, portanto, além de ser um veículo de protesto, é também um potente instrumento de transformação social que ressignifica o cinza urbano e instiga o observador a uma reflexão crítica sobre as dinâmicas de poder na metrópole.
Os Desdobramentos Jurídicos do Graffiti Como Expressão Artística
Enquanto o graffiti ganha força como forma de expressão e protesto, emergem questionamentos acerca da sua legalidade e do seu reconhecimento enquanto manifestação cultural legítima. A tensão entre vandalismo e arte é um tema recorrente nos debates jurídicos e culturais, onde a linha divisória muitas vezes se mostra tênue e permeável. A legislação brasileira, ao tentar regulamentar essa prática, enfrenta o desafio de equilibrar o direito à livre expressão com a preservação da ordem pública e do patrimônio urbano. A complexidade dessa questão reside na necessidade de compreender o graffiti não apenas como ato de insurgência, mas também como uma expressão legítima da identidade cultural das cidades, merecedora de proteção e estímulo dentro dos marcos legais vigentes.
Fontes
*PEREIRA, Luiz Gustavo Silva. *Graffiti e sua importância na identidade das cidades*. Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, 2017. Disponível em: https://www.arquitetura.uema.br/wp-content/uploads/2018/08/UEMA-AU-TCC-2017-PEREIRA-Graffiti-e-sua-importância-na-identidade-das-cidades.pdf. Acesso em: 1 abr. 2023.
*GOMES, Maurília; SANTOS, Terezinha Elizabeth da Silva dos. *Graffiti e crítica social: uma análise discursiva da figura do “índio” na arte de Cranio*. ResearchGate, dezembro de 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Maurilia-Gomes/publication/338823625_Graffiti_e_critica_social_uma_analise_discursiva_da_figura_do_’indio’_na_arte_de_Cranio/links/5e2c52d3a6fdcc70a14bbc04/Graffiti-e-critica-social-uma-analise-discursiva-da-figura-do-indio-na-arte-de-Cranio.pdf. Acesso em: 1 abr. 2023.
*LOPES, Joana Gonçalves Vieira. *Graffiti: a arte de expressão urbana na cidade de Brasília*. Universidade de Brasília, Brasília, 2011. Disponível em: https://bdm.unb.br/bitstream/10483/3824/1/2011_JoanaGoncalvesVieiraLopes.pdf. Acesso em: 1 abr. 2023.
*ZANON, Bruno. *Grafite: arte urbana/arte da rua*. Arte Pública Capixaba, outubro de 2018. Disponível em: https://artepublicacapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2018-ZANON-Grafite-arte-urbana-arte-da-rua.pdf. Acesso em: 1 abr. 2023.
*ROMO, Gabriel. *Grafite: manifestações artísticas e sociais no cenário urbano paulistano*. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. Disponível em: https://cmc.eca.usp.br/monografias/2022/Gabriel_Romo.pdf. Acesso em: 1 abr. 2023.